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15 de abr. de 2013

Sanitário acessível do Aeroporto Internacional Salgado Filho

Sanitário acessível do Aeroporto Internacional Salgado Filho

Publicado em: 29.maio.2012

Por: Maria Alice Furrer

Este é o sanitário feminino acessível do Aeroporto Internacional Salgado Filho, localizado em Porto Alegre – RS.

 
 
 
Existe sinalização visual, composta pelo Símbolo Internacional de Sanitário Feminino (à esquerda) e pelo Símbolo Internacional de Acesso (à direita), indicando que este é o Sanitário Feminino Acessível. Os dois símbolos, além de estarem na ordem correta, possuem cores adequadas.

Não há sinalização tátil, em braille ou texto em relevo, associado à sinalização visual.

A NBR 9050/2004 recomenda a presença de sanitário familiar ou unissex, além dos sanitários acessíveis masculino e feminino. Este tipo de sanitário permite que um cadeirante, por exemplo, o utilize com um acompanhante de sexo diferente. Isso evita constrangimentos, já que este sanitário deve ter entrada independente e ser anexo aos demais sanitários.
 
 
 
 
Este é o boxe acessível, que está dentro do sanitário feminino. Não há nenhuma sinalização visual ou tátil indicando que este é o boxe acessível. 

A porta tem abertura externa, não interferindo no espaço interno. Este tipo de abertura da porta também é tido como um item de segurança, pois as medidas de abertura emergenciais tornam-se mais fáceis e rápidas em caso de acidente.

O vão livre é satisfatório, a maçaneta é do tipo alavanca e a abertura da porta é suave, facilitando o seu manuseio.

Todo o revestimento do piso do sanitário é antiderrapante.
 
 
 
 
Esta é a visão interna da porta. A maçaneta de alavanca é associada a um trinco. Este trinco não é acessível pois sua área de contato é pequena, sendo necessário ter destreza nas mãos para acioná-lo.

Existe um puxador horizontal para facilitar o fechamento da porta.

 
 
 
Ambientes com predomínio de cores claras, como este boxe de piso e paredes brancos, podem causar ofuscamento da visão dependendo da iluminação, além de dificultar o dimensionamento do ambiente por pessoas com baixa visão.

As barras de apoio estão presentes, porém suas alturas de instalação não foram mensuradas.

Existe um assento sobre a bacia sanitária, utilizado em casos onde a bacia tem altura inferior ao que a norma técnica especifica.

A papeleira é do tipo não embutida (o que é correto), mas está inadequadamente instalada tanto com relação à altura quanto ao posicionamento.

O cesto de lixo possui tampa com abertura automática, facilitado sua utilização. Na parede posterior à bacia sanitária, acima da barra de apoio, existe um adesivo com informações visuais sobre o uso deste cesto de lixo.

O local onde o cesto está posicionado interfere na transferência para a bacia sanitária. Se o mesmo fosse transferido para a outra lateral da bacia (ao lado da parede), não ocuparia nenhum espaço importante.

 
 
 
O espaço do boxe é satisfatório, porém a disposição da bacia sanitária e do lavatório (frente a frete) acabam estreitando a área. Isso dificulta tanto o uso da bacia quanto do lavatório.

Existe um cesto de lixo ao lado do lavatório, atrapalhando sua utilização e diminuindo ainda mais a área interna, dificultando a manobra da cadeira de rodas.

O lavatório é suspenso, assim como seu gabinete, não interferindo na aproximação frontal. A torneira tem acionamento feito por um botão de pressão, tornando acessível seu manuseio.

Não há barras de apoio junto e ao redor do lavatório.

O espelho, acima do lavatório, permite uma boa visualização tanto para pessoas com baixa estatura, cadeirantes e até pessoas em pé.

11 de dez. de 2012

Cidade para todos

Cidadeparatodos Acessibilidade
Cidadeparatodos Acessibilidade atualizou seu status: "Pesquisadores apresentam novidades para pessoas com deficiência Uma bengala que identifica poças de água; mouses adaptados e de baixo custo para facilitar o manuseio de computadores por pessoas com dificuldades físicas ou motoras; órteses mais leves e confortáveis; programas voltados para a área de acessibilidade virtual e para a prevenção de doenças oculares. É o que o visitante conhece no estande do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), até a quinta-feira (6), na tenda da 3ª Conferência Nacional das Pessoas com Deficiência, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. O estande reuniu projetos e o resultado de pesquisas núcleos que compõem a Rede Cooperativa de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Assistiva, articulada por meio do CNRTA, coordenado pelo Centro de Tecnologia Renato Archer (CTI/MCTI). O novo centro é uma das ações previstas no âmbito da ciência, tecnologia e inovação do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência Viver sem Limite, do governo federal. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) integra a iniciativa por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (Secis). A Rede Cooperativa de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Assistiva do CNRTA é composta por 29 núcleos, que são unidades, obrigatoriamente de natureza multidisciplinar, formadas por grupos de pesquisa da mesma instituição ou de instituições diversas em torno de projetos voltados para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência. Bengala e acionadores O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS/Bento Gonçalves), que possui dois núcleos na área de acessibilidade e TA, levou para o evento a bengala que identifica poças de água e alerta o usuário por meio de um sistema eletrônico de vibração instalado na ponteira. Mostra ali, também, novidades como a central de automação residencial, um mouse de botão e diversos modelos de acionadores. Esses dispositivos adaptados ao mouse, construídos com materiais simples como bolas de borracha, CDs, papel alumínio e frutas, substituem funções como a do clique de maneira a aproveitar o movimento voluntário do usuário. São acionadores de baixo custo que podem ser usados com dispositivos que já estão no mercado e podem ser produzidos por qualquer pessoa, mesmo sem o conhecimento de eletrônica, explicou o técnico de informática Rodrigo Cainelli. No espaço do núcleo de Tecnologia Assistiva, Acessibilidade, Automação e Inclusão Interdisciplinar (TAAAI), da Universidade de Brasília (UnB), o visitante pode conhecer tecnologias como a palmilha sensível a pressão, um software que sinaliza a desocupação de leitos em hospitais e vídeos com legendas e audiodescrição para pessoas com deficiência auditiva e visual, respectivamente. Diagnóstico na escola Já o núcleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresenta no estande dois projetos inovadores: uma órtese funcional com materiais leves para auxiliar no movimento das mãos e o Programa Bom Começo, que visa implantar em escolas públicas o diagnóstico da saúde visual e o posterior encaminhamento dos estudantes a especialistas. A iniciativa é desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurovisão, que resulta de uma parceria entre a universidade e o Hospital de Olhos Ricardo Guimarães. É um projeto de detecção para atuar antes das crianças se tornarem deficientes. Alguns problemas oculares, se identificados precocemente, podem ser tratados, justifica a coordenadora do programa, Clarissa Mendes."

22 de nov. de 2012

Brasil é um país jovem na questão da acessibilidade


Em 2006 o Ministério do Turismo lançou um Manual de Orientação voltado ao Turismo e Acessibilidade. O intuito, segundo o manual, era: “servir de instrumento orientador sobre temas relativos à acessibilidade, apresentando critérios, parâmetros, recomendações e informações para o exercício da plena cidadania aos que desejem usufruir dos benefícios da atividade turística”.

No Brasil, o censo do IBGE 2000 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra a existência de 14,5% da população brasileira com algum tipo de deficiência, totalizando aproximadamente 24,5 milhões de pessoas. Esses números não consideram as pessoas com restrição de mobilidade. Aponta, também, que 14 milhões de pessoas são idosas, o que representa 8,6% da população. Projeta, ainda, que 15% da população brasileira estará com idade superior a 60 anos em 2025.

Presidente e fundador da Village for All-V4A, (Aldeia para Todos), Roberto Vitali, acredita que é preciso trabalhar para ter uma marca de qualidade no Turismo acessível. “É a primeira rede internacional de equipamentos turísticos que oferecem serviços para todos, mesmo para os turistas com necessidades especiais, verificados e levado em uma viagem de ajustamento cultural e estrutural. A Village agora inclui 40 estruturas turísticas em toda a Itália e no sul da Europa, oferecendo uma ampla gama de alternativas para os turistas que querem suas férias ideais.

Roberto destaca que a empresa também é ativa na promoção cultural e na consultoria para organizações públicas e privadas sobre os temas de aumentar a acessibilidade no sistema de Turismo. “Também organizamos ‘Gitando.all’ a primeira exposição sobre Turismo acessível que é realizada todo mês de março em Vicenza, na Itália. Em 2013 será na quinta edição”.
No Brasil, no que concerne ao Turismo em relação a esses grupos populacionais, atualmente não existem condições de acessibilidade condizentes. Projetar a igualdade social pressupõe garantir a acessibilidade a todos, independentemente das diferenças, além de entender a diversidade como regra e não com exceção.

Para o presidente da Village for All, o Brasil ainda é um país que está buscando o desenvolvimento na área do Turismo de Acessibilidade, assim como outros países, mas já existe uma grande gama de aprendizado para ser implantado. “A acessibilidade do Turismo em todo o mundo é muito diferente, não só entre as nações, mas dentro do próprio país. É devido a abordagens diferentes e uma ideia que vem se espalhando por anos é que a acessibilidade é uma ideia objetiva. Nem por isso, a acessibilidade é diferente para todos e todos têm o direito de decidir por si mesmo o que se adapta às suas necessidades e o que não, ninguém pode tomar o seu lugar nesta tarefa. Agora muitas instituições, em primeiro lugar na Europa onde ENAT (Rede Europeia de Turismo Acessível) fez um bom trabalho neste tópico, estão tentando desenvolver um roteiro comum para acessibilidade no Turismo. A edição do Manifesto do Turismo Acessível em 2010 pelo governo italiano pode ser um bom ponto de partida, se subscritas por outros países da Europa. O Brasil é um país jovem na questão da acessibilidade, mas também na construção: você tem a oportunidade de trabalhar em estruturas recentes e para evitar preconceitos errados e ao mesmo tempo tirar proveito dos conhecimentos recolhidos por operadores em anos de atividade”.

Tanto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) quanto a Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) lançaram recentemente resoluções que visam melhorar o transporte de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, tendo direito a receber tratamento prioritário e diferenciado no transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.

As redes sociais fazem com que a informação viaje sem erros

Roberto Vitali ainda destaca como as redes sociais podem colaborar não só para a produção do Turismo, mas como um meio de ter uma informação mais direta. “As redes sociais são úteis tanto para os operadores, como a Village for All-V4A é, e para os turistas: eles podem trocar informações sobre os serviços e instalações facilmente, mas elas fazem com que fique mais fácil ter esses contatos diretos com turista. Com as redes sociais, podemos promover imediatamente nossas iniciativas e ofertas especiais por membros de nossa rede. As redes sociais são mais diretas e sem qualquer interferência, a informação viaja sem erros a partir da origem para o destino”, avalia.

Porém ele ressalva que é necessário que as informações tenham fundamento e que sejam uma maneira de colaborar para tirar as dúvidas e fazer os esclarecimentos de todos. “Nós só temos que prestar atenção na qualidade da informação: temos que avaliar de forma concreta e corretamente se as informações que estamos adquirindo são realmente acessíveis e identificar a minoria de boa informação entre o barulho grande de informação que circula na rede social. Este tópico, o que é importante em todos os campos do setor do Turismo, e é absolutamente fundamental para o Turismo acessível, onde a informação é tudo”.

O presidente da V4A aproveitou e comentou como o ano de 2012 ajudou no desenvolvimento do Turismo de Acessibilidade. Para ele as relações positivas estabelecidas durante a estadia no Brasil criou as premissas para o envolvimento futuro da empresa no Turismo acessível brasileiro. “O ano de 2012 foi emocionante: de um lado, o grande sucesso de Gitando.all, com aumento do número de expositores e visitantes, que foi o catalisador na melhoria das relações internacionais, tanto com as instituições europeias e parceiros em um mundo difundido. Durante o ano, participamos do ‘Itália para Todos’, workshop sobre a qualidade do Turismo italiano em São Paulo, graças ao trabalho comum com Enit, agência de promoção italiana”.

Roberto ainda lembrou a conclusão e lançamento do ‘V4Ainside’, sistema que garante a qualidade da informação em acessibilidade de instalação de Turismo e serviços, com base no iPad. “Para 2013, estamos trabalhando na organização da quinta edição do Gitando.all em cooperação com a Fiera di Vicenza, e no desenvolvimento de nosso compromisso na promoção de V4AInside, sem esquecer a melhoria da rede de serviços acessíveis e facilidades que é sempre o núcleo de negócios para nossa empresa”.