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4 de nov. de 2014

Parques de Sintra


Videochamada com língua gestual para Surdos nos Parques de Sintra

by Ricardo Shimosakai
Serviço permite aos cidadãos surdos contactarem a Parques de Sintra através de uma vídeo-intérprete
Serviço permite aos cidadãos surdos contactarem a Parques de Sintra através de uma vídeo-intérprete
A Parques de Sintra disponibilizou recentemente o serviço de atendimento por videochamada (com intérprete) para cidadãos surdos, através de uma parceria com a empresa Serviin. Este serviço permite aos cidadãos surdos contactarem a Parques de Sintra através de uma vídeo-intérprete (em videochamada), que comunicará em Língua Gestual Portuguesa e disponibilizará as informações fornecidas pela empresa em resposta às questões colocadas.
O contacto pode ser feito através do número 12472 (1 cêntimo por minuto) ou através de registo no Portal do Cidadão Surdo(gratuito), nos dias úteis, das 9h00 às 18h30.
“Parques de Sintra Acolhem Melhor”
Este serviço insere-se num projeto em curso na Parques de Sintra – “Parques de Sintra Acolhem Melhor” – que pretende melhorar as condições de acessibilidade aos Parques e Palácios sob gestão da empresa, constituindo-os como exemplo de boas práticas do turismo acessível e da igualdade de acesso ao Património natural e construído.
Este projeto, com um investimento global de cerca de 2 milhões de Euros ao longo de 2 anos, e cofinanciado pelo Turismo de Portugal em 25%, teve como ponto de partida uma aprofundada investigação sobre as melhores práticas. Conta com a consultoria de várias associações nacionais do setor, nomeadamente a APS (Associação Portuguesa de Surdos), a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal), e a Associação Salvador.
O projeto “Parques de Sintra Acolhem Melhor” pretende melhorar o acesso de uma maior diversidade de visitantes, nomeadamente no que respeita a:
– condições de mobilidade – acesso físico: nomeadamentenovos equipamentos e adaptações físicas dos espaços;
– qualidade dos serviços prestados;
- alterações nas plataformas e métodos de comunicação.
Foram também criadas tabelas de preços com valores reduzidos para pessoas com deficiência, que têm em conta a área visitável disponível em cada parque ou monumento.
Além das parcerias estabelecidas com Associações nacionais (ACAPO, APS e Associação Salvador), a Parques de Sintra tornou-se também membro da European Network for Accessible Tourism (ENAT). A principal missão desta instituição é tornar destinos turísticos europeus, e respetivos serviços, acessíveis a todos os visitantes, disponibilizando ajudas técnicas e partilha de conhecimentos, assumindo um compromisso na igualdade de oportunidade no acesso ao turismo e à cultura.
Fonte: Parques de Sintra

24 de set. de 2014

Turismo acessível em Socorro

Localizada na encosta da Serra da Mantiqueira, a 130 km de São Paulo, Socorro é uma das primeiras cidades a ter como foco as mudanças necessárias para atender este público. 

Com 182 anos de idade e arquitetura típica dos séculos XIX e XX, se destaca pelas belas paisagens, que proporcionam a prática de atividades de turismo de aventura para todos. Rafting, bóia-cross, caminhadas, trilhas, rapel e arvorismo são algumas das opções que o turista poderá desfrutar durante a visita.
A cidade tem o objetivo de oferecer turismo digno e acessível para pessoas com necessidades específicas. A valorização e estímulo das reformas e atitudes inclusivas atraem visitantes de todo o país, impulsionando o turismo da cidade. Socorro ganhou destaque por estas iniciativas e ganhou lugar entre os dez destinos turísticos brasileiros que fazem parte do projeto Destinos Referência em Segmentos Turísticos.
O Ministério do Turismo, em parceria com a Prefeitura Municipal de Socorro e a Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (AVAPE), iniciou o Projeto Socorro Acessível em julho de 2007.
O objetivo é tornar o destino turisticamente acessível, além de aumentar as condições de segurança para o tráfego de veículos e possibilitar que pessoas com deficiência conheçam sem dificuldades as principais atrações do município. Centro histórico e comercial, pousadas, hotéis, parques de turismo de aventura e pontos turísticos estão sendo adequados para receber os turistas.
Todas estas adequações e preocupações prometem dias de satisfação e surpresa para turistas que desembarcarem no Brasil durante os próximos eventos mundiais, em 2014 e 2016. Socorro está preparada para recebê-los e proporcionar momentos inesquecíveis.Se você ainda não conhece as belezas de Socorro, programa-se e veja de perto a cidade que é exemplo em turismo acessível!

Informações adicionais com: 
Comissão de Acessibilidade - (19) 9610-0623 
Prefeitura Municipal de Socorro - (19) 3855-9600
AVAPE - (11) 2627-6900 - acessibiliade@avape.org.br
ONG - Aventura Especial (11) 7863-0792 
COMTUR - Socorro (19) 3855-9600 
ACE - Associação Comercial de Socorro (19) 3895-3044 

Comissão de Acessibilidade de Socorro
Prefeitura Municipal da Estância de Socorro 
Projeto Socorro Acessível 
Av. José Maria de Faria, 71 -Bairro Bruna Maria 
Socorro - SP - Cep 13960-000 - Fone: (19)3855-9600 - Fax: (19) 3895-3304 
socorroacessivel@socorro.sp.gov.br - www.socorro.sp.gov.br

Turismo acessível

Em parceria com a LET Viagens, a Turismo Adaptado compõe a primeira operadora de turismo acessível da América Latina.


"O acesso [IR] RESTRITO de Pessoas com Deficiência no mercado brasileiro.
O mercado brasileiro de produtos e serviços para pessoas com deficiência tem grande potencial de desenvolvimento e movimenta mais de R$4,5 bilhões ao anoO mercado brasileiro de produtos e serviços para pessoas com deficiência tem grande potencial de desenvolvimento e movimenta mais de R$4,5 bilhões ao ano
O ingresso de deficientes no mercado de trabalho abre um leque de possibilidades de consumo. Ainda que a locomoção nas grandes cidades seja complicada, as pessoas com algum tipo de limitação contam com serviços personalizados, como agência de viagens. O turismo acessível é o foco da Turismo Adaptado, que trabalha desde 2004 com o turismo acessível. "Percebemos que não havia serviço para deficientes nas agências tradicionais. Muitas até permitiam uma viagem de deficientes, porém, não davam a atenção e a adaptação que eles necessitavam", ressalta o diretor comercial e consultor em acessibilidade e turismo da companhia, Ricardo Shimosakai. Em parceria com a LET Viagens, a Turismo Adaptado compõe a primeira operadora de turismo acessível da América Latina.

A empresa organiza viagens nacionais internacionais para pessoas com deficiência, locomoção reduzida, doentes crônicos e idosos. Todas as viagens têm como destino locais adaptados e preparados para atender às necessidades dos clientes. Trabalhando sob demanda, a Turismo Adaptado recebe, em média, um pedido de viagem por dia. Os principais destinos são cidades litorâneas e interioranas, além de países do exterior. Apesar do serviço personalizado, o diretor afirma que a viagem especial não é mais onerosa do que a de uma pessoa sem limitações. "Uma diferença de preço pode ser encontrada no excesso de bagagem. Se ela fizer questão de levar cadeira de rodas extra, por exemplo, pode necessitar de um carro maior que consiga comportar toda a sua bagagem, e carros maiores tem um custo maior.

No caso, o valor maior não está relacionado à questão da deficiência, e sim à necessidade de um equipamento mais caro", informa. A empresa realiza muitas viagens aos países que contam com sistemas avançados de sinalização para deficientes e acessibilidade em quase todos os serviços ´como Itália, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. “No Brasil, ainda há muito a ser adaptado para receber as pessoas, tanto em grandes cidades como no interior dos estados”, afirma Shimosakai.

Para viabilizar algumas viagens domésticas, a Turismo Adaptado oferece cursos, palestras e seminários que capacitam empresas a receber bem os clientes com mobilidade reduzida. “Recebíamos muitas solicitações de viagens para Bonito (MS) e fizemos um trabalho de capacitação com os guias de turismo. O destino se tornou acessível e hoje temos muitas viagens para lá”, relata Shimosakai. Agora, a empresa foca no desenvolvimento da marca, nos serviços prestados e na busca por parceiros para expandir o alcance nacional.

Superar Desafios

Apesar do cenário próspero para produtos e serviços voltados ao deficiente, o Brasil ainda está atrás de países europeus e dos Estados Unidos nos quesitos tecnologia e acessibilidade. “Avançamos muito na última década quanto as opções disponíveis no mercado nacional, mas ainda importamos muita coisa de países como Estados Unidos e Suécia, o que encarece o preço final”, conta Mônica, da empresa Cavenaghi.

Sobre o valor final, pesam os impostos da importação, o custo do frete e a conversão da moeda. Quase sempre são produtos de qualidade superior à dos similares nacionais e vendidos em seus países de origem com subsídio do governo. “O estado ou os seguros-saúde garantem os equipamentos necessários para que os deficientes sejam produtivos. Não é assistencialismo. Aqui, o deficiente também conta com alguns direitos assegurados pelo Estado, mas somente o básico é oferecido gratuitamente ou subsidiado", aponta Mônica.

Shimosakai, da Turismo Adaptado, chama atenção para a forma como os empresários e os governantes tratam a questão da acessibilidade. “As empresas ainda não enxergam o real potencial do setor e oferecem acessibilidade quase que por caridade. Nos estados unidos, o segmento do turismo acessível fatura R$14 bilhões por ano e é extremamente inovador e fortalecido. Aqui, as agências de viagem, quando deparam com clientes deficientes, acham que terão muitas dores de cabeça para transportá-los e acomodá-los", afirma.

Na comparação com os países da América do Sul, o Brasil está à frente nas questões de acessibilidade e nas opções de produtos e serviço, mas ainda está longe dos países europeus e dos Estados Unidos. “Precisamos de ideias inovadoras. O mercado brasileiro tem muitas opções de cadeiras de rodas importadas e com alta tecnologia, porém, custam muito caro, chegando a R$14 mil dependendo do material com o qual são fabricadas”, afirma Shimosakai.

De acordo com ele, a Copa do mundo trouxe obrigações para acessibilidade nos estádios, por exemplo, e isso deve servir de lição para futuros empreendimentos. Há, no entanto, muito a ser feito. Ainda segundo Shimosakai, outro problema é que as empresas não sabem como atender a esse público e investem em ações e em produtos que julgam acessíveis, mas que, na prática, não atendem adequadamente os clientes. “Na maioria das vezes, tudo é feito por quem não utilizam serviços e sem a consultoria deles para identificar as melhores soluções”, destaca. O resultado é a subutilização do produto ou do serviço, passando a falsa impressão de que não existe demanda por ele. O cenário mostra que há potencial, mas que todos ainda precisam se adaptar ao mercado e aprender, literalmente.

by Ricardo Shimosakai. Matéria publicada na Revista Comério & Serviços da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), Ano 23, número 34, de setembro/outubro de 2014, páginas 18 à 25.
Fonte: Fecomercio

6 de out. de 2011

Salvador

Turismo adaptado na cidade de Salvador

Adriana Lage, uma turista cadeirante com tetraplegia, visitou a capital baiana, e fez diversas críticas e elogios em relação à acessibilidade deste destino tão conhecido.

5 de out. de 2011

Museu da Língua Portuguesa


Turismo acessível


http://turismoadaptado.wordpress.com/


Maria Silva e sua amiga Graças Santos, moradoras de Ferraz de Vasconcelos, município de São Paulo, ficaram encantadas com o acervo do Museu da Língua Portuguesa. Elas não estiveram na sede da instituição nem passaram perto do local. Como elas conheceram o museu? A resposta está no Dengo: um museu para todos – uma ação que visa a ampliar o acesso ao acervo, superando barreiras físicas. A idéia é levar o museu para as pessoas que, por alguma razão, estão impedidas de visitá-lo.
Maria é paciente do Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, e por estar em tratamento oncológico vai duas vezes por semana ao hospital. Lá, ela conheceu o programa. “Nunca pensei em ir a um museu. Agora, quero ir a vários e conhecer mais de perto o que o Museu da Língua Portuguesa possui”, diz a garota de 18 anos. A amiga Graças também aprendeu a viajar pelo mundo do idioma. “Acompanho a Maria nas sessões de quimioterapia. Sou analfabeta mas mesmo assim estou aprendendo bastante”, diz curiosa ao olhar o notebook que está nas mãos de Maira Moraes Coelho, uma das educadoras do Museu.
“Trata-se, na realidade, de mais uma ação educativa, cultural e social da instituição que, desde sua inauguração, procura facilitar o acesso a seus ricos conteúdos a um número cada vez maior de cidadãos”, diz Marina Sartori de Toledo, coordenadora do Educativo do Museu da Língua Portuguesa.
O Museu da Língua Portuguesa, ligado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, sempre adotou uma política de ampliar o acesso da população às suas instalações e a seu acervo (horário expandido de visitação sempre na última terça-feira de cada mês,entrada gratuita aos sábados e para entidades culturais e assistenciais que trabalham com setores da população em situação de risco social). “Por isso, o Projeto Dengo é tão importante, pois “leva” o museu a um público que está impossibilitado temporária ou permanentemente de se locomover”, salienta Marina.
Uma ideia brilhante – Fernanda Santos e Jason Miranda Santana são educadores no Museu da Língua Portuguesa. Em uma conversa informal, eles começaram a pensar em levar o acervo do museu (um patrimônio imaterial) a pessoas que não podiam ir até a instituição: desde presídios a hospitais.
“Falamos com a Marina (coordenadora do Educativo) e com o Sartini (diretor do Museu da Língua Portuguesa). Eles adoraram a ideia e começamos a trabalhar com o pessoal do TI que desenvolveram uma plataforma adaptada ao computador com uma parte do acervo do museu”, explica Jason.
O Museu firmou parceria em setembro de 2010 com o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac). “É um primeiro passo que consubstancia a ideia de um museu itinerante, por permitir que crianças e adolescentes em tratamento de câncer interajam, experimentem e brinquem com o conteúdo do museu. Este projeto inovador, que propicia a visita de educadores do museu a distintas instituições, também pretende ampliar a discussão em torno da possibilidade de ação social dos museus,” diz Marina.
Postado por GH às 12:05 0 comentários
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Marcadores: Turismo acessível
Importantes monumentos Portugueses estão em falta com a acessibilidade


(by Ricardo Shimosakai )


Nascido na Índia há 19 anos, Ram Bindu vive em Portugal há seis anos. Sofre de poliomielite, doença do sistema nervoso causada por um vírus que pode provocar paralisia permanente, sobretudo em crianças. Ram desloca-se com apoio de muletas canadenses ou cadeira de rodas, e conseguiu tirar a carta de motorista.
Recorda uma viagem de estudo em que teve de ser transportado pelos colegas para assistir a uma peça de teatro no Mosteiro dos Jerônimos, pois o acesso à sala era feito através de uma longa escadaria. Relembra também a vez em que teve de ficar à porta da Torre de Belém, pois a sua cadeira de rodas não conseguia ultrapassar a única via de acesso ao monumento - as escadas.
De acordo com o Instituto de Gestão do Patrimônio Arquitetônico e Arqueológico, estão previstas para este ano obras de melhoramento das condições de acesso ao Mosteiro dos Jerônimos e Torre de Belém. No primeiro caso, está prevista a implantação de um núcleo de acessos verticais, que possibilita o acesso dos visitantes com mobilidade condicionada a todas as áreas no circuito de visita. Na Torre de Belém, vão ser construídos uma rampa junto ao muro do lado nascente e um novo passadiço.
Atualmente, o Mosteiro dos Jerônimos informa que possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida na Igreja e Claustro Inferior e percurso tátil para cegos. A Torre de Belém possui acessibilidade parcial (baluarte) para pessoas com mobilidade reduzida.
(Fonte: Correio da Manhã)